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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Amazônia pode 'morrer' em 50 anos, diz estudo


A floresta amazônica poderia "morrer" em 50 anos por causa de mudanças climáticas provocadas pelo homem, sugere um estudo internacional publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo o estudo, muitos dos sistemas climáticos do mundo poderão passar por uma série de mudanças repentinas neste século, por causa de ações provocadas pela atividade humana.

Os pesquisadores argumentam que a sociedade não se deve deixar enganar por uma falsa sensação de segurança dada pela idéia de que as mudanças climáticas serão um processo lento e gradual.
"Nossas conclusões sugerem que uma variedade de elementos prestes a ‘virar' poderiam chegar ao seu ponto crítico ainda neste século, por causa das mudanças climáticas induzidas pelo homem", disse o professor Tim Lenton, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, que liderou o estudo de mais de 50 cientistas.
Segundo os cientistas, alterações mínimas de temperatura já seriam suficientes para levar a mudanças dramáticas e até causar o colapso repentino de um sistema ecológico.
O estudo diz que os sistemas mais ameaçados seriam a camada de gelo do mar Ártico e da Groelândia, em um ranking preparado pelos cientistas, que inclui os nove sistemas mais ameaçados pelo aquecimento global.
A floresta amazônica ocupa a oitava e penúltima colocação no ranking.
Chuva
Segundo o estudo, boa parte da chuva que cai sobre a bacia amazônica é reciclada e, portanto, simulações de desmatamento na região sugerem uma diminuição de 20% a 30% das chuvas, o aumento da estação seca e também o aumento das temperaturas durante o verão. Combinados, esses elementos tornariam mais difícil o restabelecimento da floresta.
A morte gradual das árvores da floresta amazônica já foi prevista caso as temperaturas subam entre 3ºC e 4ºC, por conta das secas que este aumento causaria. A frequência de queimadas e a fragmentação da floresta, causada por atividade humana, também poderiam contribuir para este desequilíbrio.
Segundo o estudo, só as mudanças na exploração da terra já poderiam, potencialmente, levar a floresta amazônica a um ponto crítico.
A maioria dos cientistas que estudam mudanças climáticas acredita que o aquecimento global provocado pelas atividades humanas já começou a afetar alguns aspectos de nosso clima.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Brasil é o quarto maior emissor de poluentes.


O meio ambiente foi um assunto de destaque em 2007. Organismos internacionais e celebridades mostraram os possíveis impactos das mudanças climáticas no planeta, e países buscaram ações para tentar reduzir danos. É muita reunião para pouca ação. Isso cria um clima de insatisfação e descrença na população. Sem rapidez em tornar as decisões em ações , só nos faz acreditar que interesses econômicos e políticos são mais importantes que a sobrevivência do planeta.

Em 2008, já neste mês de janeiro, no Havaí, líderes mundiais devem novamente discutir mudanças climáticas, em uma reunião convocada pelos Estados Unidos, que, depois de pressionados por países desenvolvidos e em desenvolvimento – aceitaram o consenso para elaboração do documento que guiará as negociações internacionais sobre mudanças climáticas até 2009 e que deverá resultar no substituto do Protocolo de Quioto.

O governo brasileiro defende o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. O posicionamento foi lembrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana, em seu programa de rádio, Café com o Presidente: “Os países ricos, que são os que mais poluem o planeta, precisam assumir a responsabilidade de pagar pela preservação que os países mais pobres estão fazendo”.

Não se pode negar que as negociações são necessárias, mas já está mais do que na hora de medidas saírem do papel e serem colocadas em prática. No Brasil, por exemplo, as queimadas e desmatamento fazem de nosso país o quarto maior emissor de poluentes no mundo. A agricultura já sente reflexos do aquecimento global. Este ano precisa ser de mais ação e menos conversação. Menos blá-blá-blá e mais compromisso. Cada um fazendo a sua parte. É o que o mundo espera dos líderes mundiais.