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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Desmatamento da Amazônia diminui pela primeira vez em nove anos


Diminuição de 31% é resultado das fiscalizações do Plano de Combate ao Desmatamento promovidas pelo governo federal

Quatro anos anos de trabalho intensivo do governo federal fazem o desmatamento na Amazônia cair pela primeira vez desde 1997. O índice para o período 2004-2005, anunciado teve uma queda de 31%. A área desmatada foi reduzida de 27.200km2 para 18.900km2. É a primeira vez, em 17 anos de monitoramento, que o governo apresenta os dados sobre desmatamento no mesmo ano em que eles ocorrem. O Ministério do Meio Ambiente comparou dados de 11 meses, agosto de 2003 a julho de 2004, com agosto de 2004 a julho deste ano.

Os dados do MMA, que têm como base levantamentos de satélite feitos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que houve uma queda acentuada em todos os estados, com redução expressiva do desmatamento nas áreas próximas à rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), onde houve maior intervenção do governo federal por meio das fiscalizações do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia. Os números indicam leve crescimento do desmatamento apenas no sudeste do Pará e no sul do Amazonas.

Essa queda é conseqüência de iniciativas que combinam ações de comando e controle com grandes operações de repressão, como a Setembro Negro e Curupira, com outras de ordenamento fundiário e territorial e criação de áreas protegidas. Chegamos a ter 23 operações acontecendo simultaneamente na Amazônia, com envolvimento do Ibama, Polícia Federal, Exército, Polícia Rodoviária e as policiais ambientais dos estados. Isso está fazendo a diferença , destacou Marina.

Entre os resultados das ações adotadas pelo MMA e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) desde 1993 estão a apreensão de 582 mil m3 de madeira em tora, emissão de R$ 1,8 bilhão em multas e prisão de 241 pessoas envolvidas em ações ilegais, sendo 63 servidores públicos e 178 empresários madeireios, despachantes e contadores. As ações do governo causaram, ainda, apreensão de 26 tratores, 54 caminhões e 459 motosserras usadas nos desmatamentos ilegais.

O grande desafio agora é combinar as ações de comando e controle com as ações de desenvolvimento sustentável. Para isso é fundamental a aprovação do Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas, que tramita há nove meses no Congresso Nacional , disse. O PL irá possibilitar, por exemplo, a implantação de Distritos Florestais, áreas onde será estimulado o uso sustentável de produtos e serviços da floresta. O primeiro a ser implantado será o da BR-163, com 16 milhões de hectares, sendo 5 milhões de hectares de área de manejo e expectativa de produção de 4,1 a 6,7 milhões de m3 de toras e geração de 100 mil empregos diretos.

O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Capobianco, destacou que as medidas de combate à grilagem de terra e ordenamento fundiário possibilitaram o cadastramento 30.556 imóveis rurais na Amazônia, o equivalente a 74 milhões de hectares. Ele citou, ainda, a criação de 85km2 de unidades de conservação em zonas de conflito, a homologação de 93 mil km2 de terras indígenas e a criação de 3,76 mil km2 de projetos de assentamentos sustentáveis.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O meio ambiente em parcelas

A imprensa costuma reservar os fins de semana para se preocupar com o meio ambiente e outros temas ligados à sustentabilidade. O assunto fica segregado, como se não fizesse parte das "questões sérias" como política e economia, que ocupam os espaços mais nobres.

No domingo (9/11), por exemplo, a Folha de S.Paulo traz reportagem sobre a descoberta de uma imensa diversidade biológica na região amazônica chamada de Calha Norte, área que vive ameaçada pela cobiça de madeireiras, mineradoras e por empresas do setor elétrico.

Uma sucessão de expedições para estudo do meio ambiente, financiada em parte por uma mineradora, revelou que, ao contrário do que pensavam os cientistas, a imensa biodiversidade aumenta ainda mais a necessidade de restringir atividades predatórias na região.

Ataques à floresta

Outra notícia trazida no fim de semana dá conta de que todo o esforço e os investimentos estimulados pelo governo brasileiro para o desenvolvimento de combustíveis de fonte renovável, como o etanol, podem ser inúteis se a devastação da Amazônia não for contida.

O lançamento de veículos com uso flexível de gasolina e álcool reduziu de fato as emissões de dióxido de carbono, mas os ganhos no combate ao aquecimento global se tornam irrelevantes diante da perda de florestas.

Reportagem publicada domingo (9) pelo Estado de S.Paulo revela que em apenas um mês de derrubadas na Amazônia são produzidas quantidades de CO2 equivalentes a tudo que foi conquistado em cinco anos de carros flex rodando nas cidades.

Todos os dias

Entre as revistas, Veja traz uma reportagem sobre experimentos com um avião movido a hidrogênio.

Época não aborda o tema ambiental, mas debate a questão social com um amplo estudo sobre os efeitos das políticas de inclusão no Brasil.

CartaCapital, que se dedica mais ao tema social, traz uma curta entrevista do empresário Oded Grajew, líder de iniciativas como o Instituto Ethos e o movimento Nossa São Paulo. Grajew critica a decisão do governo de adiar a exigência para que a Petrobras coloque no mercado o óleo diesel menos poluente.

O empresário chama o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc de mentiroso, e observa que a poluição provocada em boa parte pelo diesel de má qualidade mata mais do que a dengue.

Como se vê, o tema é importante também para todos os outros dias da semana, e deveria vir grudado nas seções de Economia e Política.

domingo, 31 de agosto de 2008

Amazônia - Devastação em números



A Amazônia tem sido um tema recorrente neste blog, mesmo porque a região está na ordem do dia no cenário mundial. Ela é uma das estrelas que a mídia anda “paparicando”, nem sempre com boas intenções, como sabemos.
Mas, o assunto deste post é sobre o infográfico, elaborado pela equipe do globonline e publicado na sua página eletrônica.
Estava reticente em tocar no assunto, pois bateu um sentimento tão grande de impotência ao acompanhar o desmatamento “virtual” e em “tempo real” da região amazônica, que fiquei meio paralisada.
As informações contidas na matéria não são novidades, mas acompanhar esse crime lesa-pátria - mesmo que virtualmente - não foi nada prazeroso, principalmente depois que o midiático ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que “ o pior ainda está por vir”:
- Os piores meses do desmatamento são tradicionalmente junho, julho, agosto e setembro, quando há estiagem e preparação de terrenos.
Para conhecer o infográfico clique aqui.
Estarrecedor!