
A Unicef publica relatório no qual o Acre figura como o pior estado do Brasil no índice de desenvolvimento infantil. No estado 43,1% da população é de crianças e adolescentes e 65,5% dessas crianças vivem com renda inferior a meio salário mínimo.
A assistência à criança na pré-escola no Acre é apontada pelo Unicef como deficiente. O acesso à educação infantil ainda está aquém das metas do PNE e da necessidade do País. Atualmente, 15,5% das crianças (1,7 milhão) de até três anos freqüentam creches, sendo que, na Região Norte, esse número cai para apenas 8% – são mais de dois milhões de crianças que não freqüentam creches na Região Norte.
A secretária de Educação do Estado, Maria Correa, observa que apesar de a política educacional na pré-escola ser responsabilidade dos municípios, o estado tem trabalhando conjuntamente com as prefeituras para melhorar o acesso à rede pública de ensino.
De acordo com o relatório os problemas relacionados à infância iniciam desde o pré-natal. O secretário de Saúde, Osvaldo Leal, reconhece que alguns índices ainda precisam ser melhorados, mas destaca que o Acre tem se superado a cada publicação do relatório do Unicef. "Nós saímos de um índice considerado abaixo da média em 1999 (0,436), atingimos a média em 2004 (0,516) e nos mantemos nela, com uma pequena melhora em 2006 (0,562), isso sem dúvida reflete o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo governo do estado em parceria com os municípios'', explica.
Um dos desafios em toda a Amazônia é fazer chegar políticas públicas às áreas mais distantes dos centros urbanos, isto é, no interior dos Estados, em razão, entre outros fatores, de uma baixíssima cobertura de malhas viárias. Essa dificuldade de acesso impõe a esses grupos uma vida de isolamento, em que o principal meio de transporte é a tradicional embarcação pluvial.